Que sinto quando não sinto o que sinto?
Que sinto quando sinto o que sinto?
Que sinto quando não sinto nada?
Que eco é esse perdido em vales inexistentes?
Que sentir é este tão indefinido como o esvoaçar leve de um pássaro?
Que sinto quando a sinfonia do sentir enche os meus sentidos?
Que sinto quando te sinto, aéreo e profundo, nesse sentir ausente de ti?
Que sinto, nessas palavras saídas de ti, que atravessam os ares puros da madrugada?
Se sou o que sinto, que mistério sou, neste sentir que sinto?
Fátima Nascimento
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