Deixo fluir a noite na sonolência das horas. O coração verga-se sob o peso da solidão. A escuridão pinta-se de flocos tenros de neve que descem do calmo ar gelado e acenam à luz branda do quarto aquecido. Aproxima-se, inquieto, o novo ano sabendo que a fronteira do tempo, delineada pelo homem, é mera utopia. Uma necessidade do recomeço, ainda que ilusório, um fôlego que emprenha de esperança corações cativos de desilusões.
Fátima Nascimento
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